Tecnologia

Aparelhos eletrônicos são mais sujos do que imaginamos

Celulares, tablets e computadores são fonte de grande contaminação. Saiba como se livrar do acúmulo de sujeira e bactérias

Aparelhos eletrônicos são mais sujos do que imaginamos

Sabe o seu celular, o laptop, o computador da empresa onde você trabalha? Então... Estão todos contaminados, cheios de microorganismos que podem – e fazem! – mal à sua saúde.

Por isso, cuidar da manutenção e da limpeza e até policiar seu comportamento são essenciais para afastar esses “bichinhos” longe do seu corpo – além de manter os equipamentos com cara de novos por mais tempo.

“Para se ter uma ideia, um celular ou um mouse de computador são mais contaminados que o tampo de um vaso sanitário de um banheiro público; e um celular chega a ter mais bactérias do que a sola de um sapato”, avisa o biomédico Roberto Figueiredo.

O doutor explica que alguns - perigosos! - microorganismos conseguem viver entre 24 e 48 horas dentro dos aparelhos eletrônicos: bactérias, fungos, vírus, parasitas, como o Staphylococcus (bactéria causadora de inúmeras doenças com pus e intoxicações alimentares) e o Streptococcus (vírus da gripe, pneumonia, doenças de pele e da garganta).

“É tempo suficiente para contaminar um ser humano ou objeto que vai ser manipulado”, alerta o especialista.

Fora, bactérias!

Você usa o celular enquanto está no banheiro? Ou até mesmo dorme com o smartphone, tablet, notebook na cama? Para diminuir e até mesmo evitar a contaminação por esses bichinhos, esses comportamentos, bem comuns no dia a dia, devem ser evitados.

“Não use-os durante as refeições e, em estados gripais, desinfete os aparelhos diariamente”, aconselha Figueiredo.

Além das mudanças de comportamento, a higienização é igualmente importante. “O ideal é fazer a limpeza uma vez por semana. Se você trabalha em hospital, na área da saúde, é bom limpar seus eletrônicos pelo menos uma vez ao dia”, avisa o médico.

Porém, alguns cuidados devem ser tomados na hora da limpeza dos seus equipamentos. A gerente da AF International no Brasil, Carolina Kina, alerta sobre um vilão: o álcool é totalmente contraindicado.

“Na lista também entram alvejantes e produtos à base de sabão. Eles possuem uma natureza química agressiva, que pode danificar superfícies sensíveis, ressecando-as, trincando-as e até deixando telas, por exemplo, opacas”, explica.

Como alternativa, o biomédico Roberto Figueiredo indica o uso do álcool isopropílico, facilmente encontrado em farmácias: “Ele é mais fraco que o etílico e não danifica os aparelhos”, diz.

Outro segredinho na hora da limpeza é não utilizar produtos líquidos diretamente sobre as superfícies dos aparelhos eletrônicos. Os paninhos são ótimas alternativas. “Prefira os de microfibra, perfeitos para telas, que são sensíveis”, diz Carolina.

Para teclados, o indicado é adotar ar comprimido pelo menos uma vez por semana. “Ele remove quaisquer indícios de poeira, acúmulo de sujeira e pode ser usado em várias direções, facilitando a limpeza”, explica Carolina Kina.

Outro recurso bastante utilizado é o da escova de dente ou pincel. Como há teclados bem pequenos, que talvez o ar comprimido não consiga limpar, essas duas alternativas funcionam como uma “vassourinha”, empurrando a sujeira.

Além do cuidado com a saúde, a higienização frequente diminui o acúmulo de sujeira e, assim, propicia uma maior durabilidade dos seus aparelhos eletrônicos.

(Foto: Getty Images)