Tecnologia

Celular antigo para o filho: será que é uma boa ideia?

Por Paula Rizzo

Uma reflexão para os pais que fizeram ou pensam em fazer esse tipo de uso

Celular antigo para o filho: será que é uma boa ideia?

Vamos trocando de aparelhos (celular, tablet) e, muitas vezes, resolvemos passar o usado para os filhos. Muitas vezes crianças ainda.

Passa o celular sem chip para o pequeno usar como um iPod Touch, para jogar, usar no wi-fi, para assistir desenho, coisas assim, por exemplo.

Mas nem sempre paramos para pensar com carinho se esse é o momento da criança ter um dispositivo só seu. Nem preparamos o aparelho para essa finalidade como deveria (com uma ‘limpeza’ nos aplicativos que não são apropriados, com apps e games apenas para a idade das crianças).

Dar um aparelho é diferente de emprestar. Aqui eu fiz uma faxina no meu aparelho antigo e, ao invés de emprestar o meu, coisa que fazia algumas vezes, agora empresto o antigo. Mas não isento a minha filha mais velha de responsabilidade: tem que cuidar direito porque é da mamãe. 

Dá um certo trabalho carregar e manter dois aparelhos com bateria sempre a postos, mas é uma espécie de educação e introdução para que um dia, quando tiver idade, ela possa ter o seu próprio equipamento. Ou esse mesmo, mas numa condição de uso exclusivo (o que não significa também não regrado).

Um conflito que ainda não resolvi é o de dar como primeiro aparelho para uma criança ou adolescente um aparelho hi-end, mais antiguinho, mas longe de ser espartano.

Acho que talvez seja uma deseducação já começar nesse patamar. Claro que é conveniente. É difícil vender bem um usado e o aparelho já está lá mesmo.

Mas quando for o momento, quero me propor a pensar mais sobre o tema. Fica o convite para quem tem filhos já nessa idade.

(Foto: Juhan Sonin, Flickr, Creative Commons)