Saúde e Bem-estar

4 coisas que você não sabia sobre o mosquito da dengue

Por Samantha Shiraishi
@maecomfilhos

A situação com este "inimigo comum" tem se agravado tanto que todo mundo se acha um pouco especialista em Aedes aegypti

4 coisas que você não sabia sobre o mosquito da dengue

No mês passado tive uma surpresa: os dois filhos da minha empregada foram internados por dengue. Não foi com meus meninos, mas nem preciso contar que todos sentimos muito as preocupações, o cansaço e a ansiedade que envolve um diagnóstico sério como este. 

Felizmente, dias antes, a gente tinha conversado muito sobre os sintomas, os cuidados e as atitudes para prevenção da dengue. Por isso, ao perceber algo errado, ela correu em busca de cuidados médicos. 

A situação com este "inimigo comum" tem se agravado tanto em várias cidades brasileiras que, atualmente, todo mundo sabe um pouco sobre a doença e se acha um pouco especialista em Aedes aegypti

Todo mundo sabe que o mosquito da dengue se reproduz em água parada e limpa e que os sintomas comuns são: febre alta, dores nas articulações, na cabeça, manchas vermelhas pelo corpo, um cansaço sem fim, tonturas e até náusea e vômito. 

Mas uma pesquisa mostrou que sabemos pouco sobre os hábitos do mosquito e, pior, que muita gente tem se achado "acima da dengue" por morar em bairros melhores e tem sido vítima de sua própria ignorância - e, vamos combinar, um pouco de arrogância, né?

O estudo, realizado com 1.000 pessoas de 25 a 55 anos, de São Paulo e do Rio de Janeiro, mostrou que, apesar de 93% dos entrevistados saberem que a doença é transmitida pela picada do mosquito da dengue e 88% até reconhecê-lo (pelas perninhas listradas), ainda é grande a falta de informações em relação aos hábitos do mosquito. 

O levantamento apontou ainda que: 72% dos participantes afirmaram que já tiveram a doença ou conhecem alguém que a contraiu, porém, apenas 1 em cada 4 contou que adotou novos hábitos no combate à dengue. 

Quer conhecer melhor este inimigo público? Veja essas curiosidades:

  1. O ovo do mosquito pode resistir até 1 ano sem água. Depois do longo período de estiagem, que afetou principalmente os Estados do Sudeste, imagine quantos ovinhos foram se acumulando e eclodiram com a chegada das chuvas.
  2. O mosquito da dengue adulto vive dentro de casa, apesar de a larva conseguir se desenvolver em qualquer acúmulo de água, seja em garrafas e pneus abandonados em terrenos baldios. A pesquisa mostrou que apenas 12% dos entrevistados sabia disso.
  3. Aedes voa apenas a 1 metro acima do chão, ou seja, não adianta esticar o braço e acionar o repelente lá no alto. O mosquito voa, no máximo, na altura da perna.
  4. O maior período de atividade do mosquito da dengue é durante o dia. Não adianta fechar as janelas apenas quando o sol se põe. O ideal é usar telas de proteção e, na falta delas, inseticida.

 

Sempre vale repetir também as velhas dicas:

  • Caixa d'água externa precisa estar bem tampada. Se puder, coloque uma tela sob a tampa, pois basta uma fresta pequena para o mosquito entrar.
  • Tanques de lavar roupas não devem estar entupidos ou ficar com tampa para não acumular água. Baldes e bacias devem ficar vazios e virados com a boca para baixo.
  • Se você mora em casa, limpe as calhas com frequência para evitar que galhos e folhas impeçam o escoamento da água.
  • Mesmo quem mora em apartamento deve cuidar com os objetos deixados na sacada. Brinquedos como carrinhos e baldinhos podem acumular água, assim como as cinzeiros, garrafas, copos e pratos "esquecidos".
  • Os vasos, pobrezinhos, são os mais criticados com a onda de dengue. Mas a verdade é que deixar água no pratinho não é legal. O ideal é deixar o excesso de água escorrer (eu rego no tanque à noite, deixo escorrer e volto para o lugar na manhã seguinte) ou colocar areia no pratinho para não deixar agua parada dando sopa.
  • O bebedouro do seu animal de estimação também pode ser alvo da dengue. Lave-o com esponja e sabão e coloque água fresca, de preferência, pelo menos uma vez por dia.

 

;)

No texto "Filhos em um lado, mosquito da dengue em outro", tem dicas da dematologista Carolina Marçon sobre repelentes e inseticidas, inclusive para uso em bebês.

E a colaboradora de Babble, Paula Rizzo, também relatou sua experiência de moradora da Zona Oeste de São Paulo, na circunvizinhança do Rio Pinheiros. 

(Foto: Ministério da Saúde/ Divulgação)