Saúde e Bem-estar

Enxaqueca: quem já teve nunca esquece o que é

Por Andrea Alves

Como lidar com a doença e prevenir novas crises

Enxaqueca: quem já teve nunca esquece o que é

A enxaqueca é conhecida como uma das doenças mais difíceis para quem a sofre, sendo considerada pela OMS (Organização Mundial de Saúde) como a quarta doença mais incapacitante do mundo, atrás apenas de tetraplegia, psicose e demência.

Os sintomas são tão fortes que, muitas vezes, a pessoa não consegue sair de um quarto escuro durante muito tempo (e isso falo por experiência própria).

A dor de cabeça fortíssima normalmente segue uma série de sintomas, como a vista turva, tontura, náuseas, intolerância a luz e cheiro, e pode durar de 4 a 72 horas.

Poucos remédios são capazes de aliviar os sintomas nos pacientes agudos, por isso o sono e o repouso são os mais recomendados.

Quando tive minha primeira crise, em 2007, achei que poderia estar com algum tumor na cabeça, tão desesperador era o quadro.

No neurologista, descobri que a enxaqueca é dignosticada pelo exame clínico e que as dores e outros sintomas não estão associadas a tumores.

A enxaqueca é um distúrbio neurovascular crônico, que causa a cefaleia. Sua origem pode ser uma disfunção química e/ou genética, e pela maioria dos médicos é considerada sem cura.

O controle e prevenção de crises é possível, mas requer uma profunda investigação e mudança nos hábitos alimentares e estilo de vida. Foi assim o meu caso.

Além de drogas específicas receitadas pelo neurologista (neuromoduladores) que tomei durante nove meses, fiz uma mudança radical na dieta, pois identifiquei alimentos que ajudavam a disparar as crises.

Os alimentos mais suspeitos nessa lista são:

  • Frituras
  • Leite e iogurte
  • Queijos
  • Chocolate
  • Café, chá preto/verde e refrigerantes a base de cola
  • Carne vermelha
  • Embutidos
  • Alimentos com glutamato monossódico: salgadinhos e molhos prontos
  • Alimentos com aspartame
  • Vinho tinto
  • Amendoim

 

Mas além da alimentação, falta de sono, estresse, tabagismo e obesidade também contribuem para as crises de enxaqueca.

A medicina oriental sugere a depuração do organismo e, especialmente, do fígado, com o consumo de sucos verdes, alimentação natural e chás amargos, como boldo e carqueja.

A enxaqueca também pode atingir as crianças, por isso fique de olho na alimentação e sono dos pequenos, e observe sempre se a agenda deles está lotada demais de compromissos, para não sobrecarregá-los. E a sua também! 

(Foto: Getty Images)