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É muito cedo para dar um celular para meu filho?

Há diversas vantagens de a criança levar um telefone com ela quando sai de casa. Saiba se já está na hora de ganhar um aparelho próprio

É muito cedo para dar um celular para meu filho?

Ninguém pode discutir que, quando a criança tem um celular nas mãos, seus pais ficam bem menos preocupados quando não estão por perto.

O telefone permite que estejam a par de todos os movimentos dos filhos e, no caso de uma emergência, sabem que podem ser facilmente acessados por estarem a apenas uma chamada de distância.

“O aparelho é uma excelente ferramenta tecnológica para os pequenos mas, se for usada incorretamente, traz perigos e riscos que às vezes nem um adulto pode prever”, alerta a psicóloga infantil Maria Eduarda Vasselai.

Ela destaca que cabe aos pais explicarem aos filhos, desde o início, o que é certo e errado na hora de usar o celular.

A hora é agora

De acordo com Maria Eduarda, não existe uma idade considerada certa para que a criança tenha seu primeiro celular. Isso depende muito da maturidade e da rotina da criança. “Antes dos 7 anos, o celular funciona como um brinquedo qualquer. Entre 1 e 4 anos, as crianças gostam de mexer no aparelho para imitar o que os pais fazem”, comenta.

A especialista acrescenta que, mesmo a partir dos 7 anos, quando começa o processo de alfabetização, a criança não está totalmente apta para ter um celular próprio, já que não tem maturidade suficiente para controlar gastos ou entender, por exemplo, o risco que corre ao atender a ligação de um desconhecido.

Ainda assim, isso não impede que seu filho ou filha tenha um celular, desde que seu uso seja controlado de perto. “Se ele já mantém uma vida social intensa, dorme na casa dos amiguinhos ou fica sozinho no clube, por exemplo, talvez seja a hora”, pondera a psicóloga.

Para não errar

Confira algumas dicas eficientes para monitorar e controlar o uso do telefone pelas crianças:

  • Escolha um plano pré-pago. Estipular uma cota mensal de gastos para o celular ajuda a criança a ganhar a noção de administrar seus próprios gastos, na visão de Maria Eduarda. Só não vale carregar de novo se os créditos acabarem antes do prazo, hein?
  • Explique que o número só pode ser dado a amigos e parentes. Criança não é boba. Alerte-a de forma objetiva sobre os riscos de passar o número a pessoas estranhas, atentando para não transmitir um clima de terror mas, sim, de alerta.
  • Determine dia e horário para uso. Defina uma quantidade máxima de horas para o uso diário e os momentos em que a criança pode brincar com os joguinhos - depois de fazer a lição de casa, tomar banho etc.
  • Reforce que é proibido usar o celular durante a aula. As professoras e a escola certamente vão instruir os alunos em relação a isso, mas quanto antes ele estiver preparado para seguir os limites do uso do celular, melhor. “Diga que é proibido fazer ligações ou mandar mensagens durante a aula e recomende que o aparelho fique desligado dentro da mochila”, aconselha Maria Eduarda.

 

(Foto: Getty Images)