Viagem

Meu filho virou um turista mirim

Por Patricia Papp e Fernanda Avila
@Eu Viajo Com Meus Filhos

Viajando desde muito pequeno, ele foi percebendo como se comportar durante a viagem, a respeitar os outros, e isso abriu a cabeça para outras culturas e maneiras de viver

Meu filho virou um turista mirim

Um dia destes, meu marido e meu filho estavam conversando e o meu filho comentou que gostaria de conhecer lugares como o Japão e o Vietnã. Fiquei pensando sobre as escolhas e como ele se tornou uma ótima companhia de viagem. 

Aos 12 anos, já conhece países na América do Sul, América do Norte, Europa e Ásia e não passa aperto. Já observo várias características que fazem dele um bom exemplo de turista mirim que são muito legais, servem de exemplo e podem ser seguidas pelos adultos também:

• Percebe e respeita as diferenças culturais e religiosas de cada povo. Entende que deve se cobrir em templos, igrejas e mesquitas, além de falar baixo em locais públicos como esses.

• Faz malas compactas, é seletivo e objetivo ao escolher bermudas, camisetas e sapatos que vai usar mais.

• Sabe se comportar no avião, mantém os cintos afivelados, não levanta antes da aeronave estacionar e não chuta a poltrona da frente (é um alívio quando as crianças não fazem mais isso!).

• Estuda inglês e espanhol e quando está viajando observa as expressões usadas e a escrita das palavras.

• Nos aeroportos, estações de trem e de metrô sabe se virar e não paralisa na frente das estações de compra de bilhetes automáticas.

• Na sala de embarque, fica atento às mensagens e monitores que mostram os horários e portões (este ano fez uma viagem internacional sozinho pela primeira vez).

• Conhece outras moedas, sabe a cotação de várias delas e entende a variação dos valores. 

• Aprendeu a experimentar sabores diferentes, a abrir a cabeça em relação a outros alimentos, frutas e iguarias - mesmo que goste mesmo é de um bom churrasco.

• Tem um mapa mundi colado na escrivaninha e sabe localizar países e roteiros que ele ou a família já fizeram.

• No aniversário, pede para acampar com os amigos e não gosta de repetir destinos.

O mais curioso é que, mesmo se sentindo muito à vontade viajando, ele ainda é supercaseiro e gosta do seu cantinho em casa.

Para mim, o que vale mais é que muitas coisas que ele aprendeu viajando são muito importantes também no dia a dia e no relacionamento com o outro.

Viagens da Pati

(Foto: Arquivo pessoal)